em todas as suas linhas, estavam, em entrelinhas, todas as linhas deste poema vinte!
o tempo corre e cada minuto que perco da vida ao seu lado, é um pouco mais escuro e triste a cada hora. o tempo corre e näo há mais pressa. nos soltamos as mãos para ficar inalcançáveis. minha alma verte lágrimas em meu total desconhecimento, apenas a face sentindo o molhar pelos olhos. o tempo corre e eu perdi meus movimentos. paralisia pela metade. talvez, aceite de fato o seu pedido. deixar você em paz com sua vida. há muito oferecimento seu em detrimento a mim.
nunca fui, nem serei nada além do que quis. e fiquei por aqui, sem palavra alguma. nenhum carinho ou revelação dita claramente, com certeza e conclusão. nenhuma flor, espelho, bolhas de sabão ou qualquer coisa que alimentasse minha alma.
apenas vazio, só preenchido com educação e polidez. e as poesias, junto as de todas as outras ficaram por lá. todo o seu clã de supermulheres, onde eu não habito senão como hécate.poesia para mim, nunca mais.
aqui jaz!
neruda me enterrou por ti.

Nenhum comentário:
Postar um comentário